{"id":494,"date":"2018-10-02T01:50:39","date_gmt":"2018-10-02T04:50:39","guid":{"rendered":"https:\/\/caruso.000webhostapp.com\/?page_id=494"},"modified":"2019-06-03T15:42:26","modified_gmt":"2019-06-03T18:42:26","slug":"legislacao-pr","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/labea.ufpr.br\/caocomunitario\/legislacao-pr\/","title":{"rendered":"Legisla\u00e7\u00e3o Paranaense"},"content":{"rendered":"\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n<strong>Art. 1\u00ba.<\/strong> <strong>Fica vedado, no \u00e2mbito do Estado do Paran\u00e1, o exterm\u00ednio de c\u00e3es e gatos para fins de controle de popula\u00e7\u00e3o.<\/strong>\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n<strong>Art. 2\u00ba.<\/strong> Esta Lei institui o controle \u00e9tico da popula\u00e7\u00e3o de c\u00e3es e gatos no \u00e2mbito do Estado do Paran\u00e1, contemplando o seguinte:\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\nI &#8211; identifica\u00e7\u00e3o e registro;\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\nII &#8211; esteriliza\u00e7\u00e3o;\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\nIII &#8211; ado\u00e7\u00e3o;\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\nIV &#8211; controle de criadouros;\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\nV &#8211; campanhas educativas em guarda respons\u00e1vel.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n<strong>Art. 3\u00ba<\/strong>. A identifica\u00e7\u00e3o e registro consistem em procedimentos para se reconhecer o animal, sua origem e caracter\u00edsticas, sejam eles c\u00e3es ou gatos.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\u00a7 1\u00ba As informa\u00e7\u00f5es para identifica\u00e7\u00e3o e registro do animal dever\u00e3o ser fornecidas pelo seu respons\u00e1vel ou por quem o tutela quando se tratar de autoridades municipais.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\u00a7 2\u00ba Caber\u00e1 aos propriet\u00e1rios de criadouros a identifica\u00e7\u00e3o e registro dos animais que estejam sob a sua responsabilidade.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\u00a7 3\u00ba As informa\u00e7\u00f5es a que se refere o \u00a7 1\u00ba deste artigo, constar\u00e3o de banco de dados do \u00f3rg\u00e3o municipal respons\u00e1vel pelo controle \u00e9tico da popula\u00e7\u00e3o de c\u00e3es e gatos.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\u00a7 4\u00ba As empresas que comercializam ou que venham a intermediar as ado\u00e7\u00f5es de c\u00e3es e gatos, no \u00e2mbito do Estado do Paran\u00e1, dever\u00e3o exigir no ato da compra ou da ado\u00e7\u00e3o, o preenchimento de termo de responsabilidade pela pessoa que se responsabilizar\u00e1 pelo animal, nos termos do Anexo \u00danico desta Lei.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\u00a7 5\u00ba O descumprimento do disposto no \u00a7 4\u00ba deste artigo implicar\u00e1 em infra\u00e7\u00e3o apurada pelo \u00f3rg\u00e3o de meio ambiente local, que dever\u00e1 lavrar auto de infra\u00e7\u00e3o, resguardados os preceitos constitucionais da ampla defesa e do contradit\u00f3rio.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n<strong>Art. 4\u00ba.<\/strong> A esteriliza\u00e7\u00e3o deve ser autorizada pelo respons\u00e1vel pelo animal e se n\u00e3o for poss\u00edvel a identifica\u00e7\u00e3o do respons\u00e1vel, a autoriza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 expedida pela autoridade m\u00e1xima municipal respons\u00e1vel pelo controle \u00e9tico da popula\u00e7\u00e3o de c\u00e3es e gatos.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\nPar\u00e1grafo \u00fanico. Os procedimentos para a esteriliza\u00e7\u00e3o dever\u00e3o utilizar meios e t\u00e9cnicas que causem o menor sofrimento aos animais, com a devida comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, nos termos das normas e resolu\u00e7\u00f5es dos Conselhos Estadual e Federal de Medicina Veterin\u00e1ria.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n<strong>Art. 5\u00ba.<\/strong> A eutan\u00e1sia somente ser\u00e1 permitida nos casos em que seja necess\u00e1ria para al\u00edvio do pr\u00f3prio animal que se encontre gravemente enfermo, em situa\u00e7\u00e3o tida como irrevers\u00edvel.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\nPar\u00e1grafo \u00fanico. Para que se efetive a eutan\u00e1sia, ser\u00e1 necess\u00e1rio o laudo assinado pelo m\u00e9dico veterin\u00e1rio do \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pela gest\u00e3o do controle das popula\u00e7\u00f5es de c\u00e3es e gatos, precedido de exame laboratorial e outros exames complementares que se fizerem necess\u00e1rios, assegurando a aplica\u00e7\u00e3o de m\u00e9todo que garanta uma morte sem sofrimento para o animal, nos termos da legisla\u00e7\u00e3o vigente.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n<a name=\"ccpr\"><\/a><strong>Art. 6\u00ba.<\/strong> O recolhimento de animais, quando necess\u00e1rio, observar\u00e1 procedimentos \u00e9ticos de cuidados gerais, de transporte e de averigua\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de um respons\u00e1vel ou de cuidador em sua comunidade.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n<strong>Art. 7\u00ba.<\/strong> <strong>O animal reconhecido como comunit\u00e1rio ser\u00e1 recolhido, esterilizado, identificado, registrado e devolvido \u00e0 comunidade de origem.<\/strong>\r\n\r\n<strong><\/strong>\r\n\r\n<strong><\/strong>\r\n\r\n<strong>Art. 8\u00ba. Para efeito desta Lei considera-se:<\/strong>\r\n\r\n<strong><\/strong>\r\n\r\n<strong><\/strong>\r\n\r\n<strong>I &#8211; animal comunit\u00e1rio: aquele que estabelece com a comunidade em que vive la\u00e7os de depend\u00eancia e de manuten\u00e7\u00e3o, ainda que n\u00e3o possua respons\u00e1vel \u00fanico e definido;<\/strong>\r\n\r\n<strong><\/strong>\r\n\r\n<strong><\/strong>\r\n\r\n<strong>II &#8211; cuidador: membro da comunidade em que vive o animal comunit\u00e1rio e que estabelece la\u00e7os de cuidados com o mesmo.<\/strong>\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n<strong>Art. 9\u00ba.<\/strong> Os animais recolhidos pelo \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pela gest\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es de c\u00e3es e gatos, encaminhados para canis p\u00fablicos e\/ou estabelecimentos oficiais cong\u00eaneres, permanecer\u00e3o por sete dias \u00fateis \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de seus respons\u00e1veis, oportunidade em que ser\u00e3o obrigatoriamente esterilizados, desde que sejam comprovadas boas condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\u00a7 1\u00ba Vencido o prazo previsto no caput deste artigo os animais n\u00e3o resgatados pelos seus respons\u00e1veis ser\u00e3o disponibilizados para ado\u00e7\u00e3o.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\u00a7 2\u00ba N\u00e3o ser\u00e3o permitidas as ado\u00e7\u00f5es de animais sem o correspondente registro, identifica\u00e7\u00e3o e esteriliza\u00e7\u00e3o.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\u00a7 3\u00ba Animais em situa\u00e7\u00e3o aparente de maus-tratos n\u00e3o dever\u00e3o ser devolvidos aos seus respons\u00e1veis, devendo ser inclu\u00eddos diretamente nos programas de ado\u00e7\u00e3o.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n<strong>Art. 10\u00ba<\/strong>. Para efetiva\u00e7\u00e3o desta Lei, o Poder Executivo local viabilizar\u00e1 as seguintes a\u00e7\u00f5es:\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\nI &#8211; destina\u00e7\u00e3o de local adequado para a manuten\u00e7\u00e3o e exposi\u00e7\u00e3o dos animais disponibilizados para ado\u00e7\u00e3o, onde ser\u00e3o separados conforme crit\u00e9rio de complei\u00e7\u00e3o f\u00edsica, idade e comportamento;\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\nII &#8211; campanhas que sensibilizem o p\u00fablico da necessidade da ado\u00e7\u00e3o de animais abandonados, de esteriliza\u00e7\u00e3o, de vacina\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica e de que maus tratos e abandono, pelo padecimento inflingido ao animal, configuram pr\u00e1ticas de crime ambiental;\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\nIII &#8211; orienta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica aos adotantes e ao p\u00fablico em geral para atitudes de guarda respons\u00e1vel de animais, visando atender \u00e0s suas necessidades f\u00edsicas, psicol\u00f3gicas e ambientais.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n<strong>Art. 11\u00ba.<\/strong> Esta Lei entra em vigor cento e oitenta dias a partir da data de sua publica\u00e7\u00e3o.\r\n\r\n<em>Em Curitiba, 18 de dezembro de 2012.<\/em>\r\n\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Art. 1\u00ba. 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