{"id":901,"date":"2019-05-27T13:27:19","date_gmt":"2019-05-27T16:27:19","guid":{"rendered":"https:\/\/labea.ufpr.br\/caocomunitario\/?page_id=901"},"modified":"2019-05-27T15:05:41","modified_gmt":"2019-05-27T18:05:41","slug":"legislacao-sp","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/labea.ufpr.br\/caocomunitario\/legislacao-sp\/","title":{"rendered":"C\u00e3o Comunit\u00e1rio na legisla\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Artigo 1\u00ba &#8211; <\/b>O Poder Executivo incentivar\u00e1 a viabiliza\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento de programas que visem ao controle reprodutivo de c\u00e3es e de gatos e \u00e0 promo\u00e7\u00e3o de medidas protetivas, por meio de identifica\u00e7\u00e3o, registro, esteriliza\u00e7\u00e3o cir\u00fargica, ado\u00e7\u00e3o, e de campanhas educacionais para a conscientiza\u00e7\u00e3o p\u00fablica da relev\u00e2ncia de tais atividades, cujas regras b\u00e1sicas seguem descritas nesta lei.<\/p>\n<p><b>Artigo 2\u00ba &#8211; <\/b>Fica vedada a elimina\u00e7\u00e3o da vida de c\u00e3es e de gatos pelos \u00f3rg\u00e3os de controle de zoonoses, canis p\u00fablicos e estabelecimentos oficiais cong\u00eaneres, exce\u00e7\u00e3o feita \u00e0 eutan\u00e1sia, permitida nos casos de males, doen\u00e7as graves ou enfermidades infecto-contagiosas \u00a0incur\u00e1veis que coloquem em risco a sa\u00fade de pessoas ou de outros animais.<\/p>\n<p>I &#8211; A eutan\u00e1sia ser\u00e1 justificada por laudo do respons\u00e1vel t\u00e9cnico pelos \u00f3rg\u00e3os e estabelecimentos referidos no caput deste artigo, precedido, quando for o caso, de exame laboratorial, facultado o acesso aos documentos por entidades de prote\u00e7\u00e3o dos animais.<\/p>\n<p>II &#8211; Ressalvada a hip\u00f3tese de doen\u00e7a infecto-contagiosa incur\u00e1vel, que ofere\u00e7a risco \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica, o animal que se encontre na situa\u00e7\u00e3o prevista no &#8220;caput&#8221; poder\u00e1 ser disponibilizado para resgate por entidade de prote\u00e7\u00e3o dos animais, mediante assinatura de termo de integral responsabilidade.<\/p>\n<p><b>Artigo 3\u00ba &#8211; <\/b>O animal com hist\u00f3rico de mordedura, injustificada e comprovada por laudo m\u00e9dico, ser\u00e1 inserido em programa especial de ado\u00e7\u00e3o, de crit\u00e9rios diferenciados, prevendo assinatura de termo de compromisso pelo qual o adotante se obrigar\u00e1 a cumprir o estabelecido em legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para c\u00e3es bravios, a manter o animal em local seguro e em condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis ao seu processo de ressocializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a name=\"ccsp\"><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico &#8211; Caso n\u00e3o seja adotado em 90 dias, o animal poder\u00e1 ser eutanasiado.<\/p>\n<p><b>Artigo 4\u00ba &#8211; <\/b>O recolhimento de animais observar\u00e1 procedimentos protetivos de manejo, de transporte e de averigua\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de propriet\u00e1rio, de respons\u00e1vel ou de cuidador em sua comunidade.<\/p>\n<p>I &#8211; <b>O animal reconhecido como comunit\u00e1rio ser\u00e1 recolhido para fins de esteriliza\u00e7\u00e3o, registro e devolu\u00e7\u00e3o \u00e0 comunidade de origem, ap\u00f3s identifica\u00e7\u00e3o e assinatura de termo de compromisso de seu cuidador principal.<\/b><\/p>\n<p>II &#8211; <b>Para efeitos desta lei considera-se &#8220;c\u00e3o comunit\u00e1rio&#8221; aquele que estabelece com a comunidade em que vive la\u00e7os de depend\u00eancia e de manuten\u00e7\u00e3o, embora n\u00e3o possua respons\u00e1vel \u00fanico e definido.<\/b><\/p>\n<p><b>Artigo 5\u00ba &#8211; <\/b>N\u00e3o se encontrando nas hip\u00f3teses de eutan\u00e1sia, autorizadas pelo artigo 2\u00b0, os animais permanecer\u00e3o por 72 (setenta e duas) horas \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de seus respons\u00e1veis, oportunidade em que ser\u00e3o esterilizados.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico &#8211; Vencido o prazo previsto no caput deste artigo, os animais n\u00e3o resgatados, ser\u00e3o disponibilizados para ado\u00e7\u00e3o e registro, ap\u00f3s identifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Artigo 6\u00ba &#8211; <\/b>Para efetiva\u00e7\u00e3o deste programa o Poder P\u00fablico poder\u00e1 viabilizar as seguintes medidas:<\/p>\n<p>I &#8211; a destina\u00e7\u00e3o, por \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico, de local para a manuten\u00e7\u00e3o e exposi\u00e7\u00e3o dos animais disponibilizados para ado\u00e7\u00e3o, que ser\u00e1 aberto \u00e0 visita\u00e7\u00e3o p\u00fablica, onde os animais ser\u00e3o separados conforme crit\u00e9rio de complei\u00e7\u00e3o f\u00edsica, de idade e de temperamento;<\/p>\n<p><b>II &#8211; <\/b>campanhas que conscientizem o p\u00fablico da necessidade de esteriliza\u00e7\u00e3o, de vacina\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica e de que o abandono, pelo padecimento infligido ao animal, configura, em tese, pr\u00e1tica de crime ambiental;<\/p>\n<p>III &#8211; orienta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica aos adotantes e ao p\u00fablico em geral para os princ\u00edpios da tutela respons\u00e1vel de animais, visando atender \u00e0s suas necessidades f\u00edsicas, psicol\u00f3gicas e ambientais.<\/p>\n<p><b>Artigo 7\u00ba &#8211; <\/b>Fica o Poder P\u00fablico autorizado a celebrar conv\u00eanio e parcerias com munic\u00edpios, entidades de prote\u00e7\u00e3o animal e outras organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais, universidades, estabelecimentos veterin\u00e1rios, empresas p\u00fablicas ou privadas e entidades de classe, para a consecu\u00e7\u00e3o dos objetivos desta Lei.<\/p>\n<p><b>Artigo 8\u00ba &#8211; <\/b>A infra\u00e7\u00e3o aos dispositivos desta lei acarretar\u00e1 a aplica\u00e7\u00e3o de multa pecuni\u00e1ria no valor correspondente a 500 (quinhentas) Unidades Fiscais do Estado de S\u00e3o Paulo &#8211; UFESP, aplicadas em dobro na hip\u00f3tese de reincid\u00eancia.<\/p>\n<p><b>[&#8230;]<\/b><\/p>\n<p><b>Artigo 10 &#8211; <\/b>As despesas decorrentes da execu\u00e7\u00e3o desta lei correr\u00e3o \u00e0 conta de dota\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias pr\u00f3prias.<\/p>\n<p><b>Artigo 11 &#8211; <\/b>Esta lei entra em vigor na data de sua publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><i>Em S\u00e3o Paulo, 16 de abril de 2008.<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Artigo 1\u00ba &#8211; O Poder Executivo incentivar\u00e1 a viabiliza\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento de programas que visem ao controle reprodutivo de c\u00e3es e de gatos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_mi_skip_tracking":false},"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/labea.ufpr.br\/caocomunitario\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/901"}],"collection":[{"href":"https:\/\/labea.ufpr.br\/caocomunitario\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/labea.ufpr.br\/caocomunitario\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/labea.ufpr.br\/caocomunitario\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/labea.ufpr.br\/caocomunitario\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=901"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/labea.ufpr.br\/caocomunitario\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/901\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":951,"href":"https:\/\/labea.ufpr.br\/caocomunitario\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/901\/revisions\/951"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/labea.ufpr.br\/caocomunitario\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=901"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}